30 de janeiro de 2004

ASSOPROS

O que não é mais sutíl, se torna verdade.
O que não é mais revolta, se torna manipulação
O que não é mais calúnia, se torna vertigem
O que não é mais estupro, vira copulação.

Se não seguimos as regras, somos livres
E ser livre exige sua consternação
Se não amamos a quem não nos ama
A vida fica amarga e sem motivação.

Somos gênese da mesma carne
De uma obsequiosa transgressão
Mas com retalhos de ternura
de uma flor de obsessão.

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